Variação temporal de larvas de peixes de um lago de inundação como subsídio à gestão ambiental

Autores

Palavras-chave:

Ictioplâncton, variação mensal, sazonalidade, ciclo hidrológico, berçário, Baixo Amazonas

Resumo

Os lagos de inundação são utilizados como áreas de reprodução e crescimento para a ictiofauna e por isso, podem servir como um determinante importante nos esforços de conservação, manutenção e gestão de estoques de peixes locais. Neste contexto, o trabalho tem como objetivo analisar as variações temporais da abundância de larvas de três grupos de peixes (Characiformes, Clupeiformes e Acanthuriformes) no lago Maicá, buscando compreender processo de recrutamento e auxiliar as políticas de gestão ambiental em ambientes de várzea no Baixo Amazonas, Pará. As coletas foram realizadas mensalmente, no período diurno e noturno, durante o ano de 2015, em nove estações de amostragem localizadas no lago Maicá, próximo a cidade de Santarém, (Pará, Brasil), por meio de arrastos horizon­tais na subsuperfície da coluna d’água, com rede de plâncton (300 μm). Foram capturadas 6.961 larvas de peixes, desse total 5.709 indivíduos foram utilizados no estudo (2.984 - Characiformes, 52,27%; 2.191 - Clupeiformes, 38,38% e 534 - Acanthuriformes, 9,35%), ambos os grupos tiveram contribuição de indivíduos em diferentes estágios de desenvolvimento. Os dados indicam que os grupos de larvas apresentam comportamento diferenciado quanto ao padrão de variação da densidade na distribuição temporal, com ocorrência vinculada a sazonalidade dos momentos do ciclo hidrológico local. O lago Maicá, portanto, é uma importante área de criadouro natural para diversas espécies de importância ecológica e econômica dentro do grupo dos Characiformes, Clupeiformes e Acanthuriformes. Assim, medidas futuras de gestão e ordenamento dos recursos pesqueiros devem considerar a importância dos momentos do ciclo hidrológico para o recrutamento biológico e a proteção integral desse ambiente lacustre, evidenciando a necessidade de sua conservação para a manutenção da ictiofauna da região.

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Publicado

2019-06-06

Edição

Seção

Artigos Científicos